O crash financeiro ainda não se converteu em depressão generalizada, mas já começa a afetar não só a economia real norte-americana e européia como também as economias periféricas, como a argentina, a mexicana e a brasileira. Diga-se de passagem, é fantástico que ainda existam governos repisando o discurso de que "a crise não nos afetará", mais como exorcismo do que como previsão, e a enormidade da inconseqüência daqueles que elaboravam orçamentos e faziam extrapolações, até há poucas semanas, como se seus negócios ou as economias estivessem localizados em Marte e não neste mundo unificado pelo capital financeiro. Também é assombrosa a rapidez com que os neoliberais mais empedernidos passam agora a propor medidas keynesianas, distribucionistas, a um Estado salvador que até ontem os aborrecia. Os idiotas esperam tudo da Divina Providência, laica ou celestial, e não sabem mas praticam o ditado, muito ...