Por Golby Pullig, no Bloco de Notas Tempos difíceis. Tempos de solidão, de desamor, de abandonos, perversidades, intolerância, discriminação, pré-julgamentos, isolamentos voluntários, doenças psicossomáticas, perdas, dor, necessidade de ferir, de se proteger, fraudes e corrupção. Tempo de muita carência afetiva, de exageros, de autopunições, tempo de desespero. Não é pessimismo. É o resumo das principais notícias que estampam jornais e sites de informação do país, do mundo; é o lamento da vizinha, dos amigos, é o que se passa por dentro de cada um de nós mesmo que não tenhamos tempo de conferir. Vamos adiando. Impossível ficar indiferente, tanto à dor alheia quanto à nossa e mesmo assim seguimos em direção às nossas festas sem sentido, ao nosso dia a dia ligados “no automático” sempre esperando que em algum momento, em qualquer lugar, o impossível, o milagre aconteça. Caminhar junto a uma ou várias pessoas faz diferença. É tão elementar! O peso da nossa própria vida fica mais le...