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JORNALISTAS EM GREVE... NA ALEMANHA




Mais de 170 paralisações foram realizadas desde abril pelos jornalistas alemães, que lutam por aumento salarial e manutenção da jornada semanal de 30 horas - que os patrões querem aumentar para 40. Segundo o site do Deutscher Journalisten-Verband (DJV), o sindicato da categoria, os empresários também querem cortar os subsídios de Natal e de Férias, além de reduzir em 25% os salários dos jornalistas em início de carreira.


Ontem, depois de 12 horas de negociações com a diretoria do DJV, os empresários ofereceram um reajuste de 1% e mantiveram os cortes. A categoria rejeitou e as negociações continuam hoje, sem muita chance de consenso: os patrões alegam o aumento de custos resultante da crise internacional para justificar as medidas de austeridade.

Enquanto isso, concentrações de jornalistas ocorrem nas principais cidades do país. No último dia 9, milhares de jornalistas tomaram as ruas de Frankfurt e Berlim e distribuíram panfletos para a população, explicando os motivos das greves e pediam a solidariedade das demais categorias de trabalhadores.

Os meios de comunicação alemães empregam perto de 160 mil desses trabalhadores, dos quais 14 mil estão nos setores impressos. De acordo com o site da Embaixada Alemã no Brasil, um jornalista recebe em média 2 mil euros (R$ 4.480 na cotação de hoje). Como este é o valor pago há 10 anos, estima-se em 30% a perda do poder de compra devido à inflação acumulada no período.

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