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Mostrando postagens de agosto, 2008

ROUPA SUJA

Deparei-me nesta semana com dois panfletos anônimos que circulam na Universidade Federal do Acre (UFAC) contendo acusações sérias - e que deveriam ser investigadas, na minha opinião - sobre três pessoas: um reitor, um pró-reitor e um professor. Entre denúncias de orgias sexuais e consumo de drogas nos espaços da instituição até o uso da máquina nas eleições para reitor, os panfletos tentam convencer o leitor de que a única instituição pública de ensino superior do Acre virou um balaio de gatos onde o público e o privado se misturam como partes indissociáveis de um duplo processo de aparelhamento: o carreirista e o político. Não quero entrar na análise do mérito sobre a solidez das denúncias, nem da tremenda euforia que os tais panfletos vêm despertando nos corredores. Um dos motivos é a segurança pessoal, minha e do blog. Segundo amigos da Polícia Federal – que, sim, já entrou no caso, acionada exatamente pelo professor citado – reproduzir conteúdo ofensivo e anônimo é crime na atual l...

DISPOSITIVO ANTIFURTO

Avançadíssimo dispositivo antifurto elaborado e instalado pelos técnicos do Departamento de Filosofia e Ciências Sociais da UFAC. Chama-se Corrente Com Cadeado (CCC).

MÍDIA PRODUZ MEDO, DIZ PESQUISA

Pessoas associam a violência a locais específicos e ao contato com grupos marginais As relações entre indivíduo e meio mudaram através dos tempos. Os gostos, afetos e os corpos diversificaram. Isto é o que mostra Layne Amaral no artigo “Mídia e violência urbana: o corpo contemporâneo e as suas afetações em uma cultura de risco” publicado na revista “Logos” em 2007. Segundo a autora, a partir do que a mídia divulga – principalmente sobre violência – as pessoas começam a adotar diferentes comportamentos. “A mídia costuma tratar esse tema com um grau de veiculação exagerada”, afirma. Ela acrescenta, ainda, baseada em trabalhos do teórico da comunicação norte-americano George Gerbner, que essa veiculação exagerada nos da uma sensação de insegurança e uma ansiedade crescente em relação ao mundo. Layne explica que não é preciso ser vítima da violência para temê-la, pois todos sabem que esta pode acontecer com qualquer um, aleatoriamente. Segundo a professora da Faculdade de Comunicação Pinh...

A MILITARIZAÇÃO DAS PERIFERIAS URBANAS

As periferias urbanas dos países do terceiro mundo transformaram-se em cenários de guerra, onde os Estados tentam manter uma ordem baseada no estabelecimento de um tipo de “cordão sanitário” que consiga isolar os pobres da sociedade “normal”. “Fontes do Exército confirmaram que as técnicas empregadas na ocupação da favela Morro da Providencia são as mesmas que as tropas brasileiras utilizam na missão de paz das Nações Unidas no Haiti” ( 1 ). Este reconhecimento das forças armadas do Brasil, explica em grande medida o interesse que tem o governo de Lula da Silva em que as tropas do seu país se mantenham na ilha do Caribe: trata-se de pôr à prova estratégias de contenção nos bairros pobres de Port-au-Prince (capital do Haiti), as quais foram desenhadas para sua aplicação nas favelas do Rio de Janeiro, São Paulo e outras grandes cidades. Mas a notícia publicada pelo diário “O Estado de São Paulo” vai mais longe ao revelar a forma de operar dos militares...

A BARBÁRIE NOSSA DE CADA DIA

No programa "Gazeta Alerta" de hoje: De Brasília (DF), o repórter Mariano Maciel informa por telefone que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acatou um pedido do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Estado do Amazonas e enviará tropas do Exército Brasileiro para reforçar as eleições em Manaus. De volta ao estúdio o apresentador e meu amigo Edvaldo Souza comenta: - Evidentemente, aqui no Acre está tudo tranqüilo, o processo eleitoral está transcorrendo normalmente. Está transcorrendo normalmente. Cada candidato e cada cabo eleitoral está vendendo o seu produto e correndo atrás dos votos, e é assim que ocorre numa democracia, não é mesmo, Mariano?" Maciel confirma. O tema se esgota. O BG (música de fundo) muda e o apresentador dispara: - Comunidade faz protesto contra violência no trânsito. Imagens! Surge a repórter Lenida Cavalcante, ladeada por crianças e adultos segurando cartazes em um ato público no bairro Conquista. São moradores, gente simples que perdeu amigos, am...

TEM QUE TOMAR MEMORIOL

O atual prefeito de Rio Branco e candidato à reeleição, Raimundo Angelim, aposta alto na crônica falta de memória do povo ao repetir no seu programa eleitoral o surrado chavão dos "quatro anos necessários para arrumar a casa". A tática foi usada com sucesso por FHC, Lula e Jorge Viana para justificar suas reeleições. Infelizmente para o prefeito petista, em 2004 a internet já estava a pleno vapor e alguns jornais mantêm na rede seus arquivos de edições anteriores. Portanto, é fácil descobrir o que de fato houve de tão errado na gestão Isnard Leite. E como ninguém do PT exigiu, na época, que os jornais publicassem algum ERRAMOS! em suas capas (como fariam várias vezes mais tarde), é fácil deduzir que as narrativas dessa época tinham - no mínimo - a anuência do próprio PT. Assim, quem investigar vai constatar, por exemplo: - que Isnard foi o primeiro prefeito de Rio Branco impedido de deixar dívidas do seu mandato para o sucessor, por força da vigência da Lei de Responsabilidad...

NINGUÉM SABE, NINGUÉM VIU?

Declaração Final do Seminário “Internalização capitalista ou integração dos povos: para onde vai a América do Sul? Alternativas de integração regional" Nós, representantes de organizações, redes e movimentos sociais da América Latina, nos reunimos nos dias 18 e 19 de setembro de 2006, em São Paulo , Brasil, no Seminário “Internalização capitalista ou integração dos povos: para onde vai a América do Sul? Alternativas de integração regional". Participaram do seminário mais de 70 pessoas representando organizações e movimentos sociais de vários Estados do Brasil, da Venezuela, Argentina, Uruguai, Paraguai, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Honduras, Haiti, Guiana Francesa, EUA e Canadá. É importante ressaltar que o evento contou com uma participação diversa, não apenas em termos de nacionalidades e de gênero, mas também, de etnias, grupos de interesse, posições políticas e áreas de trabalho. Durante o seminário, após várias exposições e debates, concluímos que atualmente a Amé...