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PANIS ET CIRCENCIS

A Frente Popular do Acre (FPA), mesmo vítima de uma séria dissidência interna - a do PMN, que gerou a candidatura de Sérgio Petecão - comemora a vitória-do-Angelim-no-primeiro-turno.

É uma escolha muito própria da política de pão e circo adotada pelo PT no Acre.

O que ninguém diz, ou não quer dizer, é que metade dos votos válidos dos rio-branquenses foi para candidatos de franca oposição ao petismo. E que, pior, as abstenções, os votos nulos e brancos foram as escolhas de 23% dos eleitores.

Somados, esses 23% mais os 49,18% dos demais candidatos nos dão - estes sim - a exata dimensão da "vontade soberana do povo": 72,17%.

Ou seja, a politica rio-branquense está se tornando algo insuportável para o eleitor. Algo digno de afastamento, de repúdio. De protesto!

A reeleição de Angelim foi um efeito colateral disso. O afastamento, por um lado, e o protesto, por outro, fizeram com que o grisalho mandatário fosse reconduzido ao cargo pelas mãos de pouco mais de um quarto dos eleitores aptos!

Surge, então, a seguinte pergunta:

Esse desempenho, para um candidato à reeleição e que conta não só com o apoio das estrelas da FPA, mas também do governo federal, é um mérito ou um problema?

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